Os usos e interesses que envolvem a orla da Pampulha…

Desde Maio de 2013, os batepapos entre ciclistas, as audiências públicas (e privadas marcadas na surdina) envolvendo ciclistas, as reuniões do GT Pedala BH sempre tem momentos em que a estrutura cicloviária (ou a falta dela) da Orla da Pampulha, vem à tona, com discussões acaloradas. Eu mesmo já tinha comentado sobre o conflito promovido entre ciclistas e como a BHTrans não se posicionava sobre o assunto.

Antes de começar um texto longo, e espero, com detalhes pertinentes, tenho que explicar quem sou eu e por que motivo vou dispensar do meu tempo para escrever mais esse texto. Haverá muitos links, e mesmo assim será longo, pois reduzir meses (dentro de anos) de trabalho voluntário é assim mesmo.

**  Eu sou ciclista desde 2003. Utilizo a bicicleta para deslocamento urbano (trabalho, faculdade, compras, lazer…), para trilhas, cicloviagens e outras pedaladas longas. Participo, dentro das minhas possibilidades, de discussões com o poder público (envolvendo o uso da bicicleta na cidade) desde 2006. Já fui coordenador (designado pela administração) do Mountain Bike BH . Atualmente sou voluntário em atividades do Bike Anjo BH, na BH em Ciclo, e Mais Aventuras. Ainda participo de outros grupos, seja de lazer e trilhas (RUTs, MTB-BH, Sagrado Pedal, Alcatéia sem Pressa, …), ou de atividades de ocupação urbana com bicicletas (Dia Mundial Sem Carro, Desafio Intermodal, Massa Crítica, AlleyCat, Bike Pólo, Velódromo Raul Soares…), com menos intensidade do que gostaria.

** Reforçando: Eu não trabalho para a BHTrans nem para a BH em Ciclo. Assim como não represento essas instituições. Se digo ou vier a dizer algo em nome da BH em Ciclo será apenas em atividades específicas onde for autorizado pela sua administração.

** O texto foi motivado por este post no Facebook, com falas minhas pinçadas sem qualquer contextualização/conduta ética/moral, desta outra postagem. Estou até meio acostumado com minhas palavras serem desvirtuadas por um jornalista, afinal o tempo de entrevista é curto, a pessoa não me conhece e a matéria tem que ser publicada (tv, rádio, jornal, internet…). Sempre tive minhas diferenças de opinião sobre o assunto Pampulha, com várias pessoas, notadamente: Rogério Pacheco, Everton Joe, Demerson Frango (Liga Mineira de Ciclismo), Paulo Aquino (Presidente da FMC), Carlos (União Ciclistica Desp. de MG). Mas nunca escondi minhas opiniões ou atividades sobre o tema. Nunca pincei palavras escritas por ninguém para promover a discórdia.
Nunca corri atrás de Deputado/Vereador e Secretario, que só querem sair na TV, sem propor ações concretas.  Se publico ou digo algo sobre o tema, coloco o máximo de informações ao meu alcance. Infelizmente a “ingenuidade” ou mesmo o protecionismo que o Rogério Pacheco tem sobre o ciclismo de treino na Pampulha (que sim, é histórico há décadas), que era o que eu achava, não apenas refletem a pouca capacidade técnica para o quesito convivência entre mobilidade urbana + lazer + atividade esportiva. Ele baseia a sua defesa pelo “ciclismo modal” (como ele mesmo se denomina) muito no histórico de belas ações sociais (inclusive com apoio da PBH, que não é nenhum demérito) para no fim das contas falar basicamente algumas coisas no que se refere à Pampulha:

  • O projeto Ciclofaixa (inicialmente assim em 2012). Não tenho aqui disponíveis as evoluções da proposta, pois se perdem apenas publicadas no facebook*. As evoluções vieram depois que ele e outros membros de grupos de treino da pampulha participaram de reuniões no GT Pedala BH. Falarei disto mais à frente no texto.
    *(Edit) Tem também as postagens no blog do Pacheco, mas como não são organizadas, nem pela pesquisa do blog consegui uma consulta didática do que já foi feito por ele.
  • O projeto da “Ciclofaixa de treino” se limita em garantir segurança apenas quem pedalar no sentido horário da orla. Se a estrutura proposta por ele for feita, atenderá principalmente o ciclista que treina em alta velocidade, acima dos 25km/h. O ciclista que quer pedalar mais devagar, com ou sem a família, ao trabalho, mas sem correria, deverá pedalar sem qualquer proteção do tráfego motorizado, numa via que sempre foi estreita e com sérios problemas de excesso de velocidade motorizada. E não poderá seguir numa ciclovia, nos 7km restantes. Como pontos positivos, destaco a ideia para um deck na Barragem e as primeiras propostas de canteiro central na orla, buscando evitar as ultrapassagens criminosas de alguns motoristas, seja sobre ciclistas ou outros motoristas.
  • “A culpa” por tudo de ruim que aconteceu depois da construção da ciclovia nos 7km (repito, 38% da orla) em 2013, inclusive os acidentes e incidentes na área dos 11km originais, tem como único culpado a implantação dos blocos que separam a ciclovia no asfalto. Se ciclistas pedalam sem atenção ou com velocidade elevada, colidem e caem, a culpa é do bloco. Se motoristas em alta velocidade voam por cima dos blocos, não há falha humana, apenas o bloco é o causador do problema. Se ciclistas continuam a ser pressionados em ultrapassagens criminosas quando estão fora da ciclovia (treinando ou não), a culpa é dos blocos.  Se a BHTrans não admite em nenhuma hipótese alterar o fluxo motorizado, o que aumentaria o espaço para ciclistas em treinamento, ainda assim, a culpa é do bloco. É por isso que em vez de postar qualquer coisa que oriente o ciclista (qualquer seja ele) sobre conduta segura ao pedalar, prefere apoiar bizarrices como as campanhas terroristas (para espantar o ciclista desde que a ciclovia estava em obras) ou como o perfil Ciclovia 381. Este comportamento é seguido por outros ciclistas da região, seja em comentários nas redes sociais, seja na má forma de pedalar dentro e fora da ciclovia, ameaçando inclusive outros ciclistas.
  • “A BH em Ciclo trabalha pra BHTrans, projetou tudo de errado que aí está, e não faz qualquer opinião contra”. Total desconhecimento, mais uma vez.

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Há personagens envolvidos no contexto da Pampulha (não nesta ordem e nem apenas estes):

** A PBH/BHTrans tinha projeto licitado, que foi debatido com ciclistas no GT Pedala BH (que tem todas as reuniões abertas e divulgadas) no início de 2013. O projeto previa uma série de itens, alguns:

  • a sinalização e alargamento de 11km de ciclovia sobre o passeio (62% da orla).Em mais de 10 anos depois de construída, não havia sinalização da ciclovia. Tampouco houve grupos de moradores da região ou ciclistas, notadamente os da pampulha, que tivessem reclamado sobre isso.
  • construção de 7km de ciclovia (38% da orla), com trechos sobre o asfalto e alguns compartilhados com pedestres sobre o passeio.
  • a ciclovia biredicional, segregada do tráfego motorizado teria 2m de largura útil, mais o necessário para sua execução.

O projeto não previa:

  • Recursos para campanhas educativas (de qualquer modo, atuação)
  • sinalização específica sobre ciclistas em treinamento na orla.
  • Reestrutuação dos usos da orla, com alterações que visassem a melhoria de acesso e segurança de pedestres e ciclistas, tampouco a redução de velocidade dos carros na orla (radares e fiscalização presencial).

A obra executada:

  • Utilizou material não compativel com o piso da ciclovia sobre o passeio, para sinaliza-la. Tanto que as mensagens no solo já se apagaram em várias partes.
  • Não alargou a ciclovia sobre o passeio para pelo menos 2metros. Há trechos com 1.35 de largura, e alguns poucos com quase 2m. Sem contar que placas, arvores e outros obstáculos não foram considerados na execução. A ciclovia não contorna as árvores e as placas (postes, lixeiras…) não estão à distância adequada da ciclovia;
  • Não sinalizou corretamente as áreas compartilhadas no passeio com pedestres;
  • Não disponibilzou 2m de largura na ciclovia sobre o asfalto;
  • Não regularizou as sarjetas, utilizando-as erroneamente como área da ciclovia. Assim como não regularizou várias tampas de bocas-de-lobo.
  • Essas e outras falhas estão descritas neste relatório de 2013 – “Relatório Ciclovia da Pampulha”.

A PBH/BHtrans sempre utilizou a obra executada (custou cerca de R$1.2milhão) em suas propagandas, e divulgação institucional do Programa PEDALA BH (com suas parcas informações públicas), como algo muito próximo do perfeito. Em entrevistas e audiências, admitiram alguns erros, “comprometendo-se” a corrigí-los. Algumas poucas coisas foram feitas, como a correção de bocas-de-lobo, e uma incompleta sinalização horizontal/vetrtical sobre ciclistas em treinamento no asfalto. Muito pouco, perto da complexidade do tema. Atualmente estão “alargando” a ciclovia sobre o passeio, numa obra que não fornece segurança ao ciclista e pedestre, enquanto está em andamento, assim como a condução de obras em todas as ciclovias feitas na cidade.

A PBH/BHTrans ainda engatinham no quesito bicicleta, pois na minha opinião, estão mais preocupadas com ações de marketing (vide a implantação do BRT MOVE e do sistema de bicicletas compartilhadas, o Bike BH), que com a execução bem feita dos projetos que licitam. Não há gestor formal do Projeto Pedala BH, por exemplo. A “responsabilidade” é empurrada entre gerentes, diretores até o presidente, e é bem difícil conseguir alguns avanços, embora eles venham acontecendo.

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** Ciclistas comuns, que não sabem nem da “representação dos atletas”, nem da BH em Ciclo, nem do GT Pedala BH, nem de nenhum dos planos da PBH/BHTrans sobre ciclovias e outras medidas envolvendo bicicletas.

Estes ciclistas, que pedalam para por lazer, para ir ao trabalho, por motivo de saúde, enfim por qualquer motivo, notadamente aumentaram na Orla desde o início da obra. Ainda com a obra incompleta, começaram a enxergar o seu direito, garantido no CTB, de pedalar em ambos os sentidos, com uma estrutura que fosse minimamente adequada para isso. Mesmo com todas as falhas de execução da obra, basta sentar em qualquer ponto da orla para conferir estatísticamente esse fato: mais pessoas comuns pedalam na Orla da Pampulha diariamente.

Um exemplo, que não quer provar nada, apenas revela que deve haver estrutura para o ciclista comum, em ambos os sentidos. Revela também que nenhum grupo ou mesmo a BHTrans, tem noção documentada sobre quantos são os ciclistas na orla. Apenas uma pequena amostra, num horário de dia útil fora do “rush”.

  • (Contagem informal feita pelo Edwaldo Barrão)
    27/05/13 (terça-feira) entre 14:15 até 15:30, na altura da rotatória da Av. Santa Rosa, onde há um trecho compartilhado entre ciclistas e pedestres na calçada.

    *TOTAL GERAL DE 28 CICLISTAS
    *Treinando/Atletas – 02 (07,14%)
    *Ciclistas comuns– 26 (um ciclista correndo muito na ciclovia) (92,86%)*Usando capacete – 02 (os atletas) (07,14%)
    *Sem capacete – 26 (92,86%)*Pedalando sentido horário – 19 (67%)
    *Pedalando no anti-horário – 09 (33%)*Atletas na ciclovia – 02 (um estava correndo muito na ciclovia) (07,14%)
    *Ciclistas comuns fora da ciclovia – 02 (um no sentido da via e o outro na contramão) (07,14%)
    *Entre os 10 primeiros ciclistas que passaram, 7 estavam no sentido anti-horário, isso foi entre 14:15 – 14:40.

Há horários de maior movimento, seja com o ciclista comum, seja com os grupos organizados de treino com seus pelotões. Possivelmente, ao longo dos dias, o número de ciclistas comuns é maior que o de atletas concentrados nos horários tradicionais de treino.

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** Ciclistas interessados em alterar todo o contexto de uso da orla, que propõem entre várias medidas (retirado daqui). Alguns destes ciclistas são associados e voluntários da Associação BH em Ciclo. A BH em Ciclo defende medidas amplas para a Pampulha, muitas levantadas em reuniões do GT Pedala BH (veja as atas aqui):

  • Realização de campanhas educativas para motoristas, ciclistas e pedestres. Estas campanhas não devem se basear apenas na entrega de panfletos.
  • Correção de problemas de execução, identificados no “Relatório Ciclovia da Pampulha” .
  • Implantação de travessias elevadas para pedestres (traffic calming) em todas as rotatórias e locais de atração turística e lazer, como a Igrejinha, Parque Guanabara, Parque Ecológico, Zoológico, PIC (Pampulha Iate Clube),  MAP (Museu de Artes da Pampulha), Casa do Baile e rotatória do Mineirinho/Mineirão.
  • Implantação da ciclovia no nível do asfalto. Onde for inviável esta configuração, efetuar o alargamento das calçadas compartilhadas entre pedestres e ciclistas. Esta opção deve ocorrer no menor número de trechos, pois não se deve retirar espaço de circulação dos pedestres.
  • Sinalização vertical e horizontal sobre a presença de ciclistas em treinamento e outras medidas necessárias. Eles desenvolvem velocidades incompatíveis para que sua atividade seja realizada com segurança dentro da ciclovia.
  • Interdição ao tráfego motorizado em mais trechos da orla, nos finais de semana e feriados, ampliando o programa “Domingo a Rua é Nossa” da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte). Atualmente ocorre apenas entre o PIC e o MAP. Esta ação pode seguir a mesma metodologia adotada na realização de provas de Corrida de Rua, que acontecem rotineiramente na Orla.
  • Alteração do fluxo motorizado para mão única, em vários trechos da orla. Esta medida garantirá o aumento da segurança de pedestres, ciclistas e motoristas, pela diminuição de conflitos entre os atores do trânsito e redução de acidentes em uma via estreita com mão dupla do tráfego motorizado. Facilitará ainda a implantação do “Domingo a Rua é nossa” em pelo menos uma faixa, como é feito na Avenida Bandeirantes, por exemplo.
  • Para motorizados, redução da velocidade máxima da Avenida Otacílio Negrão de Lima para 30km/h, visando garantir a segurança de pedestres, ciclistas e motoristas. Atualmente há trechos em que motoristas trafegam a médias superiores a 80km/h, embora a velocidade máxima permitida pela sinalização seja de 40-60km/h. Acidentes envolvendo motorizados e pedestres/ciclistas acima de 60km/h tem mais de 85% de óbitos, enquanto acidentes a 30km/h tem 5% de óbitos.

A BH em Ciclo mantém um histórico desse assunto que pode ser lido aqui. Bem como um clipping (em construção) sobre o que sai na imprensa. Já foram encaminhados ofícios e documentos à BHTrans sobre vários temas relacionados ao uso da bicicleta na cidade, que jamais foram respondidos, e que ainda estão sendo organizados para melhor consulta. Um exemplo sobre a falta de sinalização adequada em ciclovias por toda Belo Horizonte

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** Ciclistas “representantes da classe que treina na pampulha”

– Defendem o usucapião da lagoa, onde a maioria das ideias propostas beneficia apenas quem treina, por mais que essa atividade tenha horários bem definidos, grupos bem organizados que podem captar mais participantes, bem como apoios particulares ou públicos para a atividade (escolta, e recursos próprios para campanhas educativas próprias, por exemplo).
– Jamais vi qualquer dos grupos organizados promover a conduta segura para o ciclista que treina sozinho. Como se portar na faixa, respeitar ciclistas em velocidade menor, pedestres, etc.
– Declaram “apoio” à mobilidade por bicicleta, mas consideram que não devem participar da discussão, mesmo quando a sua atividade principal (os treinos) é afetada.
– Quando só existia a ciclovia na calçada, sem qualquer sinalização, jamais fizeram campanha pela sua melhoria.
– Alegam que só dava pra treinar na Pampulha, por causa de um item essencial: no sentido horário não há intersecções com motorizados. Durante a obra, reuniram centenas de ciclistas em protestos contra a ciclovia, mas nunca fizeram uma “blitz educativa” para abordar os motoristas sobre a necessidade de continuar treinando, compartilhando a via com os motorizados.

Eu gostaria muito de estar errado sobre essa minha interpretação sobre estes grupos, vendo ampliar ações como abaixo:

– Quer queira quer não, outros pontos da cidade continuam sendo utilizados para treino. E “descobriu-se” ações conjuntas que levaram a criar sessões muito bem organizadas de treinos na Linha Verde e Cidade Administrativa (nesta com circuito quase exclusivo para quem quer treinar velocidade). Há parcerias sendo desenvolvidas entre a FMC, Liga Mineira, By Japão, Pedal do Frango… com a secretaria de esportes, promovendo um ambiente bacana e trazendo mais gente para os treinos.

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** Alguns moradores e comerciantes, amparados por parlamentares, que estão mais preocupados com estacionamento e na “fluidez motorizada” que com a segurança das pessoas.

Não tenho muitos dados a respeito, mas em audiências promovidas pelo Deputado Gilberto Ábramo e Vereador Pablito, um dos assuntos mais reclamados era justficar (pasmem) a retirada da ciclovia para permanência de estacionamento motorizado em um ou dois lados da Orla, que sempre teve pouco espaço pra isso. Mal sabem eles que com a transformação da via em mão única, seria possível manter o estacionamento em vários trechos, com mais segurança para todos. E que a “volta imensa que um motorista teria que fazer”, para chegar a alguns pontos, teria mais segurança (menor possibilidade de colisões frontais) e provavelmente tempo de deslocamento acrescido em poucos minutos, visto que o motor do carro é que faz o esforço energético, com adição mínima de consumo de combustivel. Felizmente, tivemos moradores nas reuniões do GT Pedala BH que entenderam as propostas, valorizando as ideias apresentadas como benéficas para a região, desde que bem sinalizadas e implementadas.

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Nos meses de Setembro a Novembro/13, os atletas representantes dos grupos de treino finalmente toparam comparecer às reuniões do GT Pedala BH, depois de muita insistência de “ciclistas urbanos” que já participavam. Quase alcançou-se uma proposta de inteiro consenso entre os ciclistas participantes das discussões (se não me engano, foram mais de 20 pessoas, no total).

  • A proposta construída pode ser vista aqui. Ela indica quais trechos poderiam ser transformados em mão única para motorizados, com a devida redução e controle de velocidade por radar. Teve contribuição fundamental dos ciclistas de treino e de moradores da região. Não teve apresentação formal (protocolada à BHTrans) devido a alguns itens que não foram consenso (tenho que achar a ata sobre eles). Dentre eles algumas propostas que ainda visavam à permanência de ciclofaixa em sentido único, ou uma composição ainda mais apertada configurando (do “bairro para a orla)

ciclovia segregada no sentido antihorário ||

Enfim, depois desse imenso texto, afirmo o seguinte: “A Orla da Pampulha não tem dono”. Nem ciclistas, nem motoristas, nem pedestres, nem a própria PBH e seus órgãos. Há dezenas de itens para se melhorar naquele espaço, que pertence a toda a cidade, seus cidadãos, e por que não, aos turistas que a visitam. Enquanto cada grupo/instituição continuar defendendo apenas o que agrada ao seu umbigo, continuaremos assistindo a erros que acontecem há decádas. E continuaremos tendo um trabalho hercúleo realizado por grupos da sociedade civil, que se não tiverem um mínimo de coordenação e entendimento, não vão surtir os efeitos esperados.

Enquanto isso, os cidadãos que não se envolvem nessas discussões (99% talvez) sobre os assuntos da cidade para além de redes sociais, bares…, apenas vão à pampulha (de passagem, por diversão, por esporte, por necessidade…) continuarão alheios ao que discutimos. E continuarão sujeitos a eventos que não deveriam ser expostos. Seja pela falta de interesse verdadeiro e ações planejadas pelo poder público, seja pela falta de cooperação entre setores da sociedade que tem suas diferenças, mas que deveriam juntar forças para conseguir mais bons resultados.

Apesar de tudo, #bhpedala. E fará isso cada vez mais.

 

Observação para quem ler apenas o final 😛

1. Eu não trabalho para a BHTrans nem para a BH em Ciclo.
2. Há muito mais infos que apenas nesses links. Quem quiser mais informações, debater, colaborar com o assunto, posso fornecer ou indicar quem forneça mais infos.

A BHTrans considera a estrutura “pronta” mas: * A calçada para pedestres e corredores não foi sinalizada, nem alargada. * A ciclovia no passeio não foi alargada, nem sinalizada corretamente. * A sinalização sobre ciclistas em treinamento está incompleta. Entre vários outros problemas…

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Um pensamento sobre “Os usos e interesses que envolvem a orla da Pampulha…

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